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20 de abr. de 2015

A caminho do verão - Sarah Dessen


Aqui em casa janeiro sempre foi o mês destinado aos tuneis da serra que me levavam a caminho da praia e idas a papelaria que me faziam tão feliz em busca do material escolar. Eu não sou o que se pode ser considerada uma pessoa de verão, detesto suar e o aumento de alguns graus já é suficiente para me deixar molenga/enjoada/semvontadedeviver – também conhecido como pressão baixa – Provavelmente se você também odeia o calor sabe do que eu estou falando! Mas resolvi deixar essa lembrança dos ultimos de verão... Pelo menos por enquanto! 

Enquanto eu estava na praia como de praxe (em janeiro), resolvi pesquisar por algum livro relacionado a esta época de calor infernal e o mais recomendado foi A Caminho do Verão da Sarah Dessen, eu não conhecia a autora e nem o livro, YA’s nunca foram muito meu tipo de livro, mas eu resolvi arriscar, e confesso que fiquei bem impressionada com o que eu senti enquanto estava lendo...

A Caminho do verão conta a história da Auden que está vivendo as últimas férias de verão até entrar na faculdade, ela se esforçou a vida inteira por esse momento, nada de amigos, festas, namorados, estudar era tudo o que ela sabia fazer e tudo o que sempre fizera... Mas quando ela resolve ir passar as férias na casa do pai e da madrasta no litoral, começa a perceber que existe muito mais na vida do que apenas números e excelência acadêmica.



A história no geral é muito simples, “veroniana”, parecia certo ler esse livro sentada na minha cadeira de praia enfiando meus pés na areia...

E os sentimentos da Auden com relação aos pais e aos estudos me é muito familiar... Vários elementos da história são clichês, como o cara bonito e bronzeado com que você comete um erro, o outro misterioso que te intriga, a inspiração que ela traz do irmão e a pressão de agradar os pais... Mas a Sarah Dessen faz isso tão bem que a familiaridade chega a ser reconfortante ao contrário de piegas. Eu me importei com os personagens... É bem aquele tipo de livro que te inspira e te faz questionar a vida, porém de uma forma mais leve.
Segundo a autora, verão é a época em que tudo pode acontecer, as coisas podem mudar se você assim quiser e acho que acabei acreditando nela!

E não sei se é culpa do livro ou da praia, mas eu acabei ficando com uma vontade incontrolável de comprar uma bicicleta \o/

5 de nov. de 2014

Resenha: Gênio do Mal - Catherine Jinks


A primeira coisa que me atraiu em Gênio do mal foi obviamente o titulo. Eu não sei vocês, mas eu sempre fui daquele tipo que no decorrer da história acaba torcendo para o vilão! Não que eu queira ser a do contra, mas o personagens "maus" geralmente são mais interessantes dos que os heróis das histórias e eu como uma pessoa um tanto observadora e cansada de personagens coxinhas com o tempo seria obvio a minha escolha! Então lá estava eu passeando pela livraria, escolhendo qual livro eu iria comprar para ler no Natal, e esse titulo salta na minha cara. Eu abro o livro e dou de cara com a melhor lista de matérias de todos os tempos!!! Nem a minha amada biologia consegue superar uma lista de matérias dessa. Mas para vocês entenderem melhor do que eu estou falando, deixa eu contar um pouquinho da história


Cadel Piggott é um gênio. Desde os seus sete anos de idade invade computadores e grandes redes. Ele sempre foi um garoto diferente, o que era esperado. Os anos passam e a escola já não faz mais parte da vida de Cadel. E com apenas 14 anos ele entra para a faculdade. Mas como a experiencia com a escola não fora tão boa, os pais de Cadel resolvem mandá-lo para uma escola diferente, um lugar onde ele possa se encaixar melhor e ser desafiado: uma escola/faculdade para gênios. Mas aquele lugar onde todos achavam que era uma simples universidade para superdotados se revelou sendo um lugar diferente. Um lugar para gênios? Sim, mas não qualquer um, um lugar para gênios do mal.
A partir de então Cadel começa as aulas que sempre sonhou, como aula de desfalque, falsificação, e várias outras matérias que são necessárias para um bom "vilão". Mas mesmo se sentindo mais em casa, Cadel ainda estava sozinho e passava boa parte de seu tempo conversando com a brilhante Kay-Lee, uma garota inteligente e misteriosa que conheceu pela internet e que fez com que Cadel se questionasse sobre a instituição, e o papel dele próprio e do famoso diretor que a comandava. Será que existe algo por trás de tudo isso? Afinal ali todos são potenciais gênios do crime...

O livro da Catherine Jinks faz parte de uma trilogia que eu ainda não tive o prazer de ler. O que é uma pena, porque Gênio do mal é realmente uma ótima leitura, com personagens interessantes e fora do comum. Mas o que realmente te atrai para o livro é o ambiente e a Catherine consegue explorar muito bem esse lado. As descrições são fantásticas, e o livro é muito bem escrito. O livro é infanto-juvenil e isso é bem claro na forma da escrita, mas apesar disso eu não achei que deixasse a desejar para leitores que gostam uma leitura mais adulta.
E gente, quem não gostaria de estudar numa escola dessa? Só perde Hogwarts...
Eu achei grafia do livro muito bem feita, quando um novo capitulo começa, toda a pagina fica na cor preta, eu adorei a ideia... Por ser apenas uma pagina, não cansa a vista de forma alguma.

30 de out. de 2014

Audiobook - 20.000 Léguas Submarinas



A minha busca por audiobooks começou há bastante tempo como um tratamento para minha insônia. Não foi algo muito consciente, eu só queria ouvir uma história antes de dormir e como na época eu já não tinha mais idade para me contarem histórias para dormir, tive que buscar outra alternativa (haha) e para a minha surpresa 10 minutos ouvindo qualquer história que seja me faz cair no sono.



Comprei o 20.000 Léguas Submarinas na Bienal, fazia tempo que eu queria ler essa história e fazia tempo que eu estava atrás de um bom audiobook, então.... tchanā. 
Não me lembro muito bem quanto foi, mas acredito que em torno de 25 reais.  E apesar de caro, devo dizer que vale cada centavo.
As dublagens são perfeitas, feitas por pessoas de verdade, atores de verdade, ao invés daquela voz robótica horrorosa. Eu realmente consigo mergulhar dentro da história, como se estivesse lendo um livro, deitar na minha cama e fechar os olhos e simplesmente ficar lá imaginando. É realmente um exercício de imaginação! 
As vezes quando eu encontro algum audiobook feito por fans, encontro algumas discrepâncias com a forma com que eu imagino que a frase deveria ser lida, mas isso não aconteceu com esse livro.
















20.000 léguas submarinas se passa por volta do século 19. Onde o mundo inteiro está em 
alvoroço. Boatos sobre um monstro gigante que vive nos lugares mais profundos dos oceanos e que consegue nadar pelos quatro cantos do mundo, assombram todas as pessoas, principalmente o governo. Que num esforço mundial se juntam em busca de tal monstruosidade, mas algo acontece e a embarcação afunda, e é quando a história realmente começa. O professor Aronnax, seu criado e um arpoador são resgatados pelo o que eles achavam ser um monstro, mas que na verdade era um submarino, algo que não existia na época. Esse submarino é comandado pelo capitão Nemo, que os faz de prisioneiros convidados (sim, isso mesmo) e  começam a viajar o mundo pelo fundo do mar descobrindo tudo que ele esconde e novas terras nunca exploradas na época ainda! 
É um livro bem de aventura, com muitos mistérios sobre as pessoas que vivem no submarino, para não nenhum spoiler, eu preferi não contar sobre as aventuras, mas eu posso dizer que eles viajam bastante. 
Essa com certeza uma história para amar e se frustrar. Principalmente com o final. Mas de novo... nada de spoiler. 
Uma coisa que eu adorei sobre mil léguas submarinas é o fato do Julio Verne ter pensado na ideia do submarino antes mesmo dele ser inventado. Isso pra mim é completamente incrível. Os mecanismos como ele funciona as descobertas do fundo do mar, são baseados somente em suposições e saber disso lendo a história e saber como o submarino e várias outras coisas da história aconteceram é impressionante, as terras que eles descobrem. Mas não tem como esperar nada menos do Verne, né?
Enfim, é um livro que vale realmente a leitura e principalmente o audiobook.

E agora um pouco da minha palhaçada haha


22 de out. de 2014

TAG: Rede Social


Eu sempre gostei de videos, na verdade mais do que gostava, eu era fascinada por eles, assim como por fotografia e um monte de outras coisas relacionadas a isso. Durante muito tempo eu tive vergonha de aparecer em frente as câmeras, assim como a maioria das pessoas eu acredito. Mas desde que eu decidi me dedicar ao blog, e me dedicar a fazer as coisas que eu tenho vontade, era obvio que era nisso que eu tinha que engatar. Não foi de primeira, entretanto que eu consegui... Não entendo nada sobre como gravar um vídeo, e piorou editar um vídeo, mas mesmo assim fui na cara e na coragem, mesmo tendo a sensação de que as pessoas não iriam gostar ou simplesmente nem ver... Sinceramente, o mesmo que eu sinto com o blog. Mas por enquanto, isso não importa, só quero fazer o que eu gosto e tentar ser o melhor que eu puder nisso. Aos poucos sei que vai melhorando. Certo?


Então, o primeiro video oficial aqui do canal e do blog é uma TAG, que eu vi recentemente, mas com as perguntas interpretadas de uma forma meio diferente! É a TAG da Rede Social, uma breve e divertida comparação entre as redes sociais mais conhecidas com livros!!!



16 de out. de 2013

Resenha: A Marca de Uma Lágrima





A marca de uma lagrima foi um dos primeiros livros que eu me lembro de ter lido, na verdade essa foi uma leitura de escola que a minha professora de português da 7 série passou para leitura obrigatória do mês. Não foi o primeiro livro, mas o primeiro contato que eu tive com um autor brasileiro, Pedro Bandeira, não é de admirar que eu fiquei encantada com a história! As vezes com raiva de um personagem ou outro em momentos específicos, mas nada que realmente atrapalhasse o meu fervor em continuar lendo.

Uma das leituras mais fáceis que eu tive, é um livro pequeno e que corre macio, sabe? A dinâmica da história permite isso.

Isabel é uma garota de 14 anos muito insegura quanto a sua aparência, sempre se achando feia e gorda, mas que na sua solidão cria poemas e versos incríveis. Isabel e sua melhor amiga Rosana querem aproveitar ao máximo o  final das férias, antes de finalmente entrarem para ao ensino médio. Isabel é convidada para uma festa de aniversário, lá conhece Cristiano, um garoto (que por sinal é primo dela) pelo qual se apaixona perdidamente, mas Cristiano parece muito mais interessando em Rosana do que nela, até que um beijo misterioso acontece na calada da noite, teria sido Cristiano que a beijara ou outra pessoa?
Alguns dias depois, Isabel se vê perdida em seus próprios sentimentos e angústias enquanto serve de conexão entre o romance de sua melhor amiga Rosana e o amor da sua vida, Cristiano. Criando poesias em nome de ambos como um favor secreto! Mas todo o enredo muda quando a morte misteriosa e imprevista da querida diretora da escola acontece, terá sido mesmo suicídio como todos achavam que era, ou estaria Isabel guardando informações?
Os poemas de Isabel me inspiraram e me tocaram na época, uma amostra das minhas partes favoritas:


"Há o momento de chegada
E o instante de partida
Quanta vida já vivi
Quanto resta a ser vivida?

São dois espelhos quebrados
Dois vezes sete de má sorte
Já vivi quatorze anos
Quanto resta para a morte?

É fácil vê-la chegar
Em cada momento que passe
Pois se começa a morrer
No momento em que se nasce

Estou caminhando pra morte


Não decidi meu nascer
Da morte não sei o dia
Mas posso saber!"


Acredito que seja o livro perfeito para uma faixa etária mais novinha, com mistério, romance, poesia e a procura da própria identidade.
O tipo de livro que você se arrepende de ter torcido o nariz! haha

"...A marca desta lágrima testemunha que o amei perdidamente
Em suas mãos depositei a minha vida, e me entreguei completamente.
Assinei com minhas lágrimas cada verso que lhe dei
Como se fossem confetes de um carnaval que não brinquei.
Mas a cabeça apaixonada delirou
Foi farsante, vigarista, mascarada
Foi amante, entregando-lhe outra amada
Foi covarde que, amando, nunca amou!"